Oração da serenidade

domingo, 4 de dezembro de 2011

Concedei-nos, Senhor, serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras.
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Aí que hoje me deu vontade de ter um blog anônimo e, nele, falar sobre depressão, morte, solidão, desânimo, frustração e dor. Mas isso também me cansa e é melhor eu continuar calada. Tenho muita coisa para fazer e não aceito, pela milésima vez, ver, de novo e de novo, tudo parar à minha volta para, quando eu voltar à órbita, estar velha demais para aquilo que já deveria estar concluído.

Apesar de ter a consciência limpa de que sangrei por tudo aquilo que deveria ser feito, eu me sinto eternamente frustrada pelo que foi deixado pelo caminho, inacabado e me assombrando quando tenho insônia.

Eu me odeio e me odeio ainda mais por me odiar. Sei que Deus me ama. Não confiar em mim é não confiar Nele. Sei que minha família me ama. Não lutar e enxugar as lágrimas é ser ingrata com todo o esforço que tem sido feito desde... sei lá, desde que o papai morreu, em 92.

Desde que me casei, eu me sinto na obrigação de ser feliz. É como se eu devesse isso à mamãe, à vovó e ao Alan. Tenho a impressão de que eles acham que o casamento acabou com minha tristeza e melancolia. Claro que ajuda (e MUITO) ter um companheiro para dividir tudo, mas, desculpem-me, há coisas que não consigo evitar e há outras que um marido não consegue suprir.

Durante muito tempo, na adolescência especialmente, vi minha fé ser questionada por causa da depressão. Isso ainda me assusta. Então isso reforça ainda mais minha sensação de dever de sempre ser positiva.

Sem falar nos alunos... acho que eu devo a eles equilíbrio emocional.

Não quero que as pessoas sintam pena de mim. Quero ser forte, independente e exemplar. Não quero me odiar.

Mas eu me odeio, me desanimo, choro e tenho vontade de parar.

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