sábado, 31 de outubro de 2009

A identidade secreta

O sujeito dava aulas de educação musical em uma creche-escola. Aceitou o emprego mais pela garantia de uma renda mensal fixa que por própria vocação, sejamos honestos. A praia dele é mesmo o palco. Mas os tempos não são mais os mesmos, sabe como é...

De qualquer forma, passado o susto inicial que a meninada teve com o visual excêntrico do saxofonista ('você tem mais brinco que a minha mãe, tio' ou 'sua mãe não ensinou que pra tirar os desenhos do corpo tem que esfregar bem no banho?' ou 'como assim, tatuagem?'), crianças e professor acabaram se dando e se entendendo muito bem.

- O tio de música é aquele grandão ali, pai. Ele é muito engraçado, sabia?

Ele, engraçado? Para o músico, as crianças é que eram umas peças!

- Criança tem cada uma, cara! Você me acredita que, outro dia, me chegou um molequinho com uma história de... - e ia espalhando casos entre os colegas de profissão.

Teve, por exemplo, o da Ana, uma menininha nos seus quatro ou cinco anos de muita televisão.

- Tio, você sabe guardar segredo? - perguntou-lhe após ter lhe arrastado a um canto da sala, com uma firmeza impublicável nos olhos.

- Claro que sim, princesa! - a pressa e a convicção da resposta eram de curiosidade, não de sinceridade.

Ana deve ter percebido porque hesitou um pouco. Mesmo assim, resolveu se arriscar e ir em frente. Esticou o corpo todo para cima, quase sem conseguir se manter equilibrada nas pontas dos pés miúdos. O grandalhão colaborou, agachando-se. A pequena pôs a mão, em forma de conchinha, na lateral do rosto dele, pertinho da orelha já.

- Tio, eu sou... - interrompeu para olhar ao redor. Vai que um coleguinha estava de olho! - Tio, eu sou... eu sou uma Power Ranger.

- Uma o quê???? - o professor franziu as sobrancelhas e encolheu-se todo, aproximando aind mais o rosto da boca da menina.

- É isso mesmo! - respondeu impávida, repetindo o gesto de olhar para os demais presentes, que bricavam, gritavam e se beslicavam, indiferentes à sua confissão - Eu sou uma Power Ranger. - sussurou ainda mais suave.

- Qual delas? - ele queria detalhes.

- A rosa. Eu sou a Power Ranger rosa.

- Oh! - ele levou a mão à própria boca, numa tentativa desesperada de, literalmente, segurar o riso.

- Mas ó - falou se afastando, com o diminuto e ameaçador fura-bolos já em riste na direção do nariz do recém cúmplice - não vale contar para ninguém, viu? Ninguém mesmo! Promete?

- Claro que não! Quero dizer, claro que sim! - atrapalhou-se. O riso querendo saltar boca afora. - Pode confiar! - conseguiu articular.

Mas, como adulto não entende nada de promessas - nem o adulto mais puro a respeito da promessa mais sagrada -, na primeira ocasião (a temível reunião de pais e mestres), o saxofonista contou tudo à mãe de Ana, rindo-se. A genitora também achou graça:

- Criança tem cada uma, não é mesmo?

Resultado: nem no dia seguinte nem nos que se seguiram, Ana quis papo com o músico. Ele não sabia em que enrascada ele a metera:

- E agora? Com que cara vou olhar para os outros Rangers? O que vou dizer ao Alpha? E o Zordon? - já colocava as mãos na cintura - Já pensou no que o Zordon vai dizer quando descobrir? Você arruinou tudo.

E saiu correndo, cochichando alguma coisa no relógio cor-de-rosa.

Meu aniversário e o orkut

Tenho quase um ano para decidir uma bobagem importante: tirar ou deixar a visibilidade da data do meu aniversário para os "amigos" do orkut. Este ano, eu havia pensado em tirar, mas, quando fui lembrar, já era. Então deixei para aproveitar e saber quantas pessoas ligariam para falar diretamente comigo e quantas mandariam aquelas mensagens prontas, cheias de brilhinhos, frases feitas e musiquinhas toscas. Teste do amigo, sabem? (modo MArília on)

As almas mais amadas e fieis ligaram (amei!!!!), com exceção da Daiane, Anne e Clejane (justo as 'bestíssimas' cujos nomes rimam ;)) Meninas, eu amo vocês, mas parabéns pelo orkut... tsc, tsc, tsc. Sem palavras! (Mas não se enganem: a 'lista negra' é mais extensa que isso... Inclui, por exemplo, o Cristtiano e a Rebeca. Até 2053! Hahahaha... ;))

Algumas outras almas se salvaram porque mandaram mensagem no celular e eu amei. Obrigada, gente. Desejo o mesmo para vocês. (frase de bar on)

Recebi, ao longo do dia, vááááárias mensagens e ligações, o que tornaria injusto mencionar só alguns nomes, mas, gente, foi suuuuuperfofa a ligação do Pedrinho, meu aluno de flauta, autor de algumas peripércias que eu conto aqui no blog. Portanto, conta-la-ei. :) Atendi ao celular já sorrindo. Ele, sem dizer nada, encostou o aparelho em algum lugar e começou a tocar Rosa, do Pixinguinha. Eu não aguento com isso, Brasil! :D (Vocês lembram que ele tem 10 anos, né?)

Só a Karla ligou no dia seguinte, mas ela está perdoada por dois motivos: sei como é o dia dela e acho que já fiz o mesmo antes. Só ver o nome dela no visor do celular já me abriu um sorriso.

Pois bem, hoje foi dia de acessar o dito-cujo (mal entro lá, já notaram? not!) e até fiquei surpresa com a minha reação. Aaaaai, eu amei alguns recados! Leiam-se: os mais pessoais e criativos (Raquel, Marcus, Roberta, a lista é grande). Recebi cada felicitação linda! Vi tanto rostinho de quem eu estava com saudade. Foi tão bom! :)

Voltando... as pessoas que moram longe, como Diego, Samara, André, Taty, Oswaldo, Marcelo (são tantos e tão queridos!), por exemplo, estão completamente justificadas por terem usado o orkut. Quem me chamou de 'fofa' e afins, de 'pequena', de 'doce' e outras coisinhas fofinhas que eu amo também tem crédito até o aniversário de 2011. Mas não abusem! Hahahaha... Alexsandra e Ingrid estão com crédito até 2013. Xarás, irmã Margarida e Yago, idem. Chaguinha e Valeska, as professoras visitantes mais especiais do planeta, idem! :)

Por falar em pessoas que moram longe, a Simone, de SP, foi uma completa fofa em dedicar um post para mim no badalado Primária SUD Online. :D

Gente, eu amo vocês. Amo mesmo. Sei separar a sinceridade da formalidade social. Sei me sentir amada e festejada. Espero saber amar vocês como merecem e como precisam. Amigos, são vocês que me salvam de mim a cada dia.

Paulo, meu amorzão, você é muuuuuuuito mais do que eu mereço. Ainda bem que amor não pede retribuição porque, se pedisse, eu estaria em débito eterno com você! Você é melhor que o mais bonito dos meus sonhos! :)

E, parafraseando os parabéns da mamãe, não consigo ser mais feliz do que já sou! :) (Ela me escreveu: 'Parabéns. Tudo de bom. Seja mais faliz do que vc já é... se conseguir. Beijos!!')

PS1 - Neste post, não tive intenção de imitar tags de html. Só era uma brincadeirinha orkutiana na versão preguicinha. Ah, gente, o que vocês esperam de uma velha que tem um quarto de século? Hahahaha...
PS2 - Não, eu não sei por que escrevi este post. Acho que eu o quero como registro próprio. Últimamente não estou sentindo a Gaveta tão minha, sabem? :(
PS3 - Um dia respondo a todos os scraps. Ou não.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Devant

Faz 365 dias que estou esperando pela chegada do dia 29 de outubro de 2009. Pois bem, é amanhã. A partir de então, responderei, quando perguntada quantos anos tenho: "Um quarto de século, acredita?". ;) (Ai, como eu sempre quis responder isso!)

Para mim, 25 é a idade ideal. A adolescência, que é mais pesada e chata fase de todas, acabou definitivamente. Adeus aos anos quando tudo - mau ou bom - é grave e eterno demais. Xô! Aos 25, o futuro é brilhante e o passado deve ter sido bem cheio. A vida não está exatamente começando, mas você percebe que, só agora, você está aprendendo a usar as ferramentas. Se a vida tiver sido bem generosa com você, provavelmente lhe deu sofrimentos suficientes e dores o bastante para que hoje você saiba diferenciar o duradouro do passageiro e o importante do reluzente. (Não me levem a mal, mas tenho uma espécie de dó das meninas mais jovens. Olha para elas e peço secretamente a Deus que lhes permita sobreviver aos ímpetos destruidores da juventude)

Sinto-me como se a minha vida, até hoje, tivesse sido como o período de treinamento de uma dedicada bailarina. Ensaios exaustivos e intermináveis, pés sangrentos e desfigurados, plié, choro, demi-plié, desânimo, tendu, repita o passo, arabesque, você não vai conseguir, passé, do início novamente, sissone, está sangrando mais, volta ao plié, dessa vez foi melhor, pirueta, aonda você pensa que vai chegar?, vontade de desistir, assemblé, será que vou chegar lá?, um pouco mais cambré, acha que consegue novamente?... E então é amanhã! A estreia é amanhã! Daqui, é tudo tão bonito, brilhante, glamouroso e efusivo que nem parece que já doeu. Dê-me sua mão. É por aqui...

Parabéns, querida, o palco agora é todo seu! :)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

As orações que não foram respondidas

A mamãe quer que eu grave um vídeo para a Viver a Vida. Quando ela falou sobre isso pela primeira vez, eu ri o riso das brincadeiras domésticas e fui realizar as tarefas diárias. Na noite seguinte, ela já me apareceu com uma espécie de script: "Os vídeos são curtíssimos. Você tem que falar as coisas mais importantes em pouco tempo, como você ter sido aprovada no vestibular da UFC aos 17 anos mesmo com o coração em frangalhos; como você ter terminado o inglês na Cultura 1 ano e meio à frente dos outros; como você nunca ter desistido, mesmo com a doença puxando sua vida pra trás... entende? Tem que salientar que, mesmo com tudo indo contra, você foi adiante e é uma vitoriosa hoje..."

Peraí: eu, vitoriosa??? Mãe, por que você nunca me contou isso antes??? Até uns poucos anos (ou meses) eu me achava a pessoa mais inoperante do universo exatamente por ter entrado na universidade aos 17 e hoje, às vésperas dos 25, nunca ter me formado em nada (estou na minha terceira graduação) e viver meio no clima de 22, da Lily Allen.

"Claro que você é vitoriosa, Marília!", ela garantiu. "A fulana, filha da beltrana, estava na faculdade de medicina - medicina na federal! - quando teve uma crise horrível por causa da depressão. Nunca se recuperou, coitada. Até hoje tem problemas de memória, de aprendizado, ou sei lá do quê. Você está aí de pé, trabalhando, estudando, feliz. Não é fácil não. Até os médicos se espantavam porque você era tão disciplinada nos estudos. A maioria dos depressivos não conseguem nem terminar o colégio..."

Não é que ela tem razão? Sinto-me tão completamente curada hoje que quase não me lembro de que a maior parte da minha existência mortal foi meio zumbi, de médico a médico, entre uma ou três tarjas pretas, dias e noites dormindo sem parar, chorando copiosamente, totalmente sem esperança, imaginando romanticamente como seria minha morte... coisas assim. Até que eu decidi levar o tratamento contra depressão a sério. Nesse ponto, mesmo já tendo morrido várias vezes, foi um inferno regularizar o tratamento.

Explico: resistência ao tratamento é típico do depressivo. Ninguém gosta de estar doente, ainda mais de uma doença que, aparentemente, se cura só com "força de vontade" (ô expressão para eu odiar!!!). Eu, criança e adolescente, não entendia por que ir a um consutório médico semanalmente conversar com uma criatura mais desequilibrada que eu (sim, todos os psiquiatras que conheço precisam de tratamento), não entendia por que tomar remédio para conseguir fazer coisas simples como tomar banho, dormir bem, comer bem, não chorar à toa, sorrir (minha irmã parecia tão feliz e eu tão miserável...), tampouco acreditava que qualquer coisa resolveria uma doença "incurável" que me acompanhava desde a gestação. Ainda havia sempre um ignorante na Igreja que falava em "ter mais fé". Com licença que da minha fé cuido wu, tá?

Foi ela, aliás, que me impediu de cometer suicídio todas as vezes em que esse era meu único e ardente desejo (você sabe o que é um dor grande assim que lhe faz querer destruir a si mesma? não falo daquela dor de amor que você já teve, desavisado. falo de uma dor maior que a vida.). Eu nunca me mataria porque sempre soube que minha vida não é minha. Mas, confesso, orei MUITO, todos os dias, a Deus pedindo que Ele fizesse isso. O que Lhe custaria? Tantas pessoas que querem viver morrem por menos...

Pois é, mas Ele não me ouviu e, curada e sinceramente feliz, hoje sou grata por isso. Se Ele tivesse respondido aquelas que devem ter sido as orações mais sinceras da minha vida, eu não teria vivido tanta coisa incrível e impagável que eu vivo ao lado da minha família, dos amigos, da música, de outros músicos, dos livros, dos gatos, dos sonhos, do futuro. Repito: foi um inferno, mas eu me tratei como deveria.

Vivi sem conseguir viver por muito tempo, sem saber que era impossível para um depressivo fazer o que eu fazia. Hoje, mesmo reclamando (como todo mundo reclama), sei que sou a pessoa mais feliz, apaixonada pela vida, amada e realizada do mundo. :D

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Queria escrever mais e agradecer à guerreira da minha mãe, mas eu não consigo ver o monitor direto por causa das lágrimas. :) Tenho muita coisa pra dizer a ela e ao mundo e não acho que conseguiria fazer isso no espaço do vídeo da novelinha... ;)

Aqui em casa e na minha vida é assim: felicidade real, familiar e rotineira.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Porém já nascemos livres!

Uma das coisas de que mais gosto na Internet é a possibilidade de constatar o óbvio: eu não sou a única com gostos excêntricos por aí. Aliás, comparada a uns, sou bem normal. Falo isso porque, ao contrário de muita gente, não ostento nenhuma (pseudo)autenticidade. Sou quem sou justamente porque sou um ser social. Acho divertidíssimo ir notando isso e um completo saco o discursinho "a sociedade nos oprime", "a sociedade diz aquilo", "a sociedade é cruel". Ora mais, a sociedade somos nós¹! A responsabilidade é coletiva e, por isso, tão sua quanto minha.

Sem mais delongas com esse papo meio sociológico e meio panfletário, vamos à diversão e a duas grandes paixões minhas: gatos e blogs. :-) Gatos, eu os amo perdidamente desde sempre e para sempre. Uma loucura que não é só minha. Olhem que bacaninha:

- Branquinha e Cia.
- Gatos: místicos e magníficos.
- Meu Bixano.
- O blog dos gatos.
- Revista Gatos e Cia.
- UPDATE: Updêite da gatarada. Não é um blog completamente dedicado aos gatos, mas um post falando das adoções, do amor e dos cuidados de uma amante de gatos, como eu. Obrigada pela dica, xará. :)

Sinceridade? Deu vontade de fazer o da Margareth. ;-)

1 - Percebam que isso o oposto exato de dar nomes aos bois: "isso é assim por causa da elite financeira" ou "isso é assado por causa dos desmandos no serviço público". Fiz-me entender? Provavelmente não. Hehehe...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sobre música, livros e nostalgia

Já comentei aqui: meus vizinhos são meus parentes. De lado, a vovó e o vovô. Do outro, uma tia com marido e dois filhos. Esta, vez por outra, acorda inspirada e põe sua música num volume consideravelmente alto, o suficiente para que eu ouça do meu quarto. Como gostamos mais ou menos dos mesmos artistas e ela nunca abusa dos decibeis, acabo recebendo com "bons ouvidos" esse despertar compulsório.

Noutras vezes, porém, e com mais frequência, quem me acorda com música é a vovó. O gosto musical dela é altamente duvidoso - salvo Suas Majestades Luiz Gonzaga e Michael Jackson -, mas hoje (supresa!) a música era Construção, do Chico Buarque. Dá pra acreditar, vindo de uma simpática jovem senhora que gosta de Calcinha Preta?

Bem despertada, fui acordando aos poucos, junto da gata Margareth, que começa o dia dormindo entre meus pés. Fomos nos levantando no mesmo ritmo malemolente, lento e espaçado dos felinos. Ainda nesse estado entre real e onírico, me veio à mente uma outra música que fazia tempo que eu não ouvia, a Carta, nas vozes de Erasmo Carlos e Renato Russo. No meu último ano de colégio, eu a ouvi quase todas as manhãs, dentro do transporte escolar. Não sei se a predileção da motorista era pela própria canção ou porque ela deixava poucas fitas pelo carro e, sem muitas escolhas, retornava sempre àquela. O fato é que, de tanto ouvir a tal canção, de brega ela foi me soando bonitinha, sofrida e assoviável. Hoje bateu saudade e fui ver um vídeo que só me fez mal.



O vídeo está bem feito, mas, sinceramente, ele teria me deixado vazia, se tivesse me deixado cheia de dor. Uma dor alheia que, desde meus 17-18, nunca mais havia experimentado. Explico: sou vocacionada para a dor. Quando não tenho eu mesma motivos para sofrer, sofro pelos outros e seus amores desfeitos. Engenheiros do Hawaii é o grupo mais sofrível para mim, muito embora eu mesma nunca tenha vertido lágrimas minhas ao som de Humberto Gessinger. Vai entender...

Algumas pessoas me chamarão de boba, outras de farsante. Há quem sinta pena, há quem permaneça indiferente. Eu procuro me acostumar. Não gosto de tristeza e posso ser a pessoa mais sorridente e serelepe do planeta, mas sempre concordo com a Dôra da Rachel de Queiroz:

Doer, dói sempre. Só não dói depois de morto, porque a vida toda é um doer"


Mas, até morrer, a gente é quem vai decidindo aceitar ou não a tristeza. Ela vem, mas só fica se a gente lhe fizer sala. A cada dia, vou escolhendo a felicidade efêmera dos rotineiros detalhes, a despeito da minha alma chorosa e lânguida. Tem funcionado melhor que os mecanismos de defesa listados por Freud. Até porque eu não esqueço nada. E esta semana (não tinha comentado com ninguém ainda) tem sido bem nostálgica e trágica, com os mesmos engasgos e vertigens do passado. Voltei a reconsiderar a publicação do meu texto sobre depressão e suicídio. Mais ainda: voltei a pensar em publicação em papel. Voltei às ideias antigas dos contos e das crônicas agrupados sob um título, dentro de uma capa bonitinha, numa prateleira de livraria. Promoção: Vende-se o registro da alma da Marília. Apenas R$ 10.

Se eu prometer tentar uma escrita mais organizada, você compra? :-)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Acordo ortográfico

Porque mais dia, menos dia, vou ter mesmo que saber:

Abril
ProWebPt

¬¬'

 
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